Nas próximas décadas, mudanças climáticas afetarão a agricultura familiar no Norte e no Nordeste

Folha Belacruzense Noticias | quarta-feira, junho 15, 2016 |

A agricultura familiar do Norte e do Nordeste do país pode sofrer forte impacto nas próximas décadas, por conta das mudanças climáticas. Um estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) indica: as áreas mais afetadas pelo fenômeno estão no Norte e Nordeste, e serão o semiárido e a região de savana do Nordeste — sul do Maranhão, sul do Piauí e a Bahia ocidental. 
Segundo estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), os efeitos negativos das mudanças climáticas preocupam também pelo fato de agricultura familiar responder pela maior parte do alimento consumido domesticamente no Brasil. 
A região com maior elevação na temperatura será a Centro-Oeste. Porém, até o fim do século, ocorrerá elevação da temperatura no Norte e Nordeste, principalmente nas áreas centrais das regiões, com maiores variações interanuais de precipitação nos períodos de chuva. Ainda segundo a publicação, o cultivo de soja e café terá as maiores perdas, enquanto cana de açúcar e mandioca terão prejuízos menores se comparadas a outras culturas.
Recomendações
Os pesquisadores apontaram a necessidade de os agricultores familiares se adaptarem ao aumento na variabilidade do clima e fizeram recomendações ao setor público para enfrentar o problema. Segundo o estudo, com planejamento prévio e técnicas inovadoras, é possível reduzir vulnerabilidades e construir resiliências. 


As estratégias incluem manejo sustentável dos recursos naturais, modernização da infraestrutura para produção e armazenamento dos produtos e identificação de alternativas de geração de renda para as famílias.

Fonte: Agência CNM, com informações da ONU


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