Hospital Regional Norte recua da decisão de restringir atendimentos

Folha Belacruzense Noticias | quinta-feira, outubro 08, 2015 |

Um ofício assinado pela direção do Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, foi encaminhado na segunda-feira, 5, à 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, comunicando que a emergência da unidade somente iria receber pacientes em situação mais grave. A coordenadoria confirmou que recebeu o documento, mas que ainda ontem um novo memorando foi encaminhado, informando que o atendimento havia sido “normalizado”.

O POVO procurou profissionais do hospital para esclarecer quais razões provocaram a medida. Um dos funcionários não quis dar detalhes, mas negou que o problema seja superlotação. Disse ainda que “a situação estava regularizada” desde a tarde de segunda-feira.

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) comunicou que o atendimento no HRN “segue rotina normal”, com a emergência atendendo conforme a classificação de risco dos pacientes. Da 0h até as 16 horas de ontem, 81 pacientes foram atendidos, entre classificados com alto grau de gravidade e outros logo liberados pela simplicidade dos casos - das cores laranja a azul, conforme o sistema de triagem de Manchester.

A pasta, por meio de sua assessoria, acrescentou que de janeiro a agosto deste ano, somente na emergência, o HRN realizou 46.582 atendimentos.

Emergência 
O ofício da direção do HRN informava que todas as regulações de transferências para o hospital estariam suspensas temporariamente e que os pacientes classificados como pouco urgente e não urgente - nas cores verde e azul - seriam orientados a “procurar as unidades básicas que estarão abertas e os amarelos (urgente) para outras unidades de saúde”.

O hospital foi inaugurado em janeiro de 2013 para atendimento aos casos de média e alta complexidade da população dos 55 municípios da macrorregião Norte. A emergência só começou a funcionar em maio daquele ano. Desde então, segundo uma enfermeira do hospital, em alguns momentos a unidade chegou a enfrentar problemas de abastecimento, que logo teriam sido resolvidos. “Tem alguns setores que vivem cheios, mas estamos em pleno funcionamento, com cirurgias acontecendo”, afirmou.


Fonte: Site do Jornal O POVO Online

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