Polícia Rodoviária Federal quer conscientizar motociclistas

Folha Belacruzense Noticias | segunda-feira, setembro 14, 2015 |


Pilotar motocicleta sem possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou Permissão para Dirigir (PPD), no Brasil, é infração gravíssima, sete pontos na CNH e multa no valor de R$ 574,62 (agravada por três). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), esta é a infração mais comum registrada, no Ceará, pelos motociclistas. No ano passado, 55.535 motociclistas, no País, foram autuados por infringir Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ao dirigirem sem o documento. No Ceará, a PRF registrou 3.649 autuações.

Para a assessora do núcleo de Comunicação Social da PRF, Juliana Rodrigues, o número é alto e reflete outros prejuízos ao trânsito e à sociedade como um todo, tento em vista que o cidadão que não é habilitado não tem conhecimento das leis de trânsito, podendo cometer infrações graves e colocar em risco a vida de outras pessoas. “Dirigir sem possuir CNH é a infração mais comum no Estado. Esse fato desencadeia várias outras infrações, já que eles não passaram pelo curso e desconhecem o próprio Código de Trânsito. Essa desobediência é tão grave que a multa é agravada por três”, explicou.

Sobre o alto número de pessoas infringindo a lei, ela relaciona para a facilidade de se adquirir uma motocicleta nos dias de hoje. “É um veículo relativamente barato e rápido de se comprar, por isso, temos um número tão alto de motoristas infringindo a lei”, falou.



Ranking

Em segundo lugar entre as autuações mais cometidas por motociclistas no Ceará, está a de dirigir usando calçado que não se firme nos pés, ou que comprometa a utilização dos pedais, com 3.297 registros; em terceiro está a de conduzir veículo sem licenciamento, com o registro de 2.900 infrações; e em quarto está a infração de conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor sem capacete de segurança, com 2.120. De acordo com o ranking da Polícia Rodoviária Federal, a infração de conduzir motocicleta transportando passageiro sem capacete está em último lugar, com 1.400 pessoas multadas.  



Fiscalização

Para constatar condutas irregulares e uso de equipamentos obrigatórios, visando reduzir a violência no trânsito, a PRF realizou, durante toda a tarde de ontem, mais uma etapa da Operação Rota Segura. “Ela começou no mês passado e esta é a terceira etapa. Cada semana tem uma área temática diferente. A primeira foi sobre velocidade, a segunda sobre ultrapassagens proibidas e esta visa fiscalizar os motociclistas. A intenção é minimizar a ocorrência de infração por parte dos condutores de motocicletas, pois consideramos este grupo de risco e que precisa de uma atenção especial devido a fragilidade do veículo. Quando há um acidente envolvendo moto, o motociclista é quem sofre as lesões mais graves e, consequentemente, queremos que as pessoas entendam que, ao cometer infrações graves em uma moto, o risco de morte é muito maior”, alertou Juliana.



Operação

Segundo Juliana Rodrigues, a Operação Rota Segura aconteceu no km 5,5, da BR-222, em frente à Lagoa do Tabapuá, no município de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. “O local pontual foi escolhido por ser uma área que, estatisticamente, tem o maior número de acidentes envolvendo motocicletas. Esses dados nos levaram, então, a entender que, naquele local, os motociclistas precisam de uma fiscalização mais efetiva e intensa, além de ações educativas com os condutores visando ao entendimento da importância de respeitar as leis de trânsito”, falou.

Segundo a PRF, mais de 70 mil condutores de motocicletas foram flagrados em alguma situação irregular nos últimos três anos. Somente no ano passado, 30.110 condutores foram autuados por cometerem algum tipo de infração.

Apesar da fiscalização frequente, Juliana falou da dificuldade da conscientização dos motociclistas sobre as leis de trânsito. “No ano passado registramos mais de 30 mil infrações envolvendo este grupo. Nas blitze tentamos conscientizar esses motoristas, mas percebemos que eles voltam a infringir a lei”, disse Juliana, observando que há um problema cultural que barra a educação no trânsito. “O brasileiro tem essa conduta de respeitar a legislação só durante a fiscalização. Na parada, ele é orientado, mas, quando sai, volta a desrespeitar. Isso acontece comumente no quesito velocidade. Quando há barreira eletrônica, o condutor reduz a velocidade, mas logo depois que passa, ele volta a exceder o limite de velocidade da rodovia. Acredito que é uma questão cultural”, finalizou.



Fonte: Site do Jornal O Estado

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