Se já não bastasse os homicídios registrados durante o dia, o sábado (25), a sede do município de Bela Cruz ainda sofreria com o intenso tiroteio entre traficantes que aconteceu por volta das 22hs nos bairros areias e alto do bode. Moradores de varios bairros, contam que foi possivel escutar cerca de 20 tiros que foram disparados pelos criminosos.

A Policia Militar até o momento nao registrou a princípio nenhum ferido, mas investiga se o tiroteio possui alguma ligação com os homicídios ocorridos durante o dia.
A escassez de água, em decorrência da seca que já dura cinco anos no Nordeste, despertou o interesse de empresas e governos para soluções de tecnologia que promovam a dessalinização da água do mar.

No último dia 13, o governo do Ceará lançou edital para contratar empresa responsável pela elaboração de uma planta de dessalinização na região metropolitana de Fortaleza, com capacidade para gerar 1 metro cúbico por segundo (m³/s) de água potável para a rede de abastecimento. Esse volume equivale a cerca de 15% do consumo de Fortaleza.

Desde 2016, os 17 municípios da região, nos quais moram quase metade da população cearense, são submetidos a uma tarifa de contingência para economizar água.

De acordo com o diretor da Região Nordeste, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Francisco Vieira Paiva, “a dessalinização faz parte de um contexto mundial. A indústria usa a dessalinização para processos industriais. Com relação ao consumo humano, países semelhantes ao Brasil, com regiões [climáticas parecidas com as do] Nordeste, têm experimentado essa tecnologia, porque é uma forma de minimizar o impacto às populações. No Ceará, isso salvaguardaria nossos açudes”, explicou

O assunto foi tema de simpósio da Abes, na última semana, em Fortaleza. Oportunidade em que alguns especialistas nacionais falaram sobre os impactos das tecnologias de dessalinização na matriz hídrica do país e também sobre reúso das águas.

Embora seja uma realidade em outros países, como Israel e Arábia Saudita, a dessalinização ainda está em seus primeiros passos no Brasil. Fernando de Noronha (PE) é o exemplo pioneiro de alcance público: possui uma usina de dessalinização para consumo humano que apoia o sistema de abastecimento da ilha, especialmente nos períodos de estiagem. O distrito estadual possui apenas um açude, o Xaréu, além de poços.

Outras experiências são de iniciativa privada, especialmente industrial. Sérgio Hilsdorf, gerente de aplicações e processos da empresa Veolia, dá o exemplo de uma usina termelétrica que será implantada em Sergipe, que vai utilizar água dessalinizada em seus processos. Ele considera prioritário o uso das tecnologias de dessalinização para atender o consumo humano.

Ele afirmou que “a água dessalinizada pode ser utilizada na indústria, mas grandes plantas foram construídas com o objetivo de fornecer água potável para a população das cidades litorâneas com problemas crônicos de falta de chuva. Considero que lançar mão de uma técnica que não é barata, deveria ser para uso nobre, que é o uso potável”.
Segundo o diretor da Abes no Nordeste, o uso de água dessalinizada para abastecimento de cidades já era debatido no Ceará 15 anos atrás. Mas, à época, não havia políticas públicas para abranger a inovação. Apesar de a ideia apenas agora começar a tomar contornos reais, Paiva considera que o momento é ideal.

“Acredita-se, sempre, que até dia 19 de março [dia de São José, padroeiro do Ceará] vai chover, mas vemos que a realidade não é mais essa. A população, as indústrias e o consumo aumentam. De alguma forma, à adesão a esta nova tendência está atrasada, mas sempre é o momento para começar”, lembrou ele.

Fonte: Agencia Brasil
Edwirges Nogueira – Correspondente da Agencia Brasil

Edição: Stênio Ribeiro
O município de Bela Cruz voltou neste sábado, dia 25, a registrar homicídios a tiros.
A sequencia começou no começo da tarde, na rua São Vicente, próximo ao cemitério, por volta das 13hs, dois homens numa moto, alvejaram com vários tiros sem chance de defesa um homem na porta de sua casa.
A vitima identificado como José Elson de Sousa, (32) mais conhecido por “Vei”, veio a óbito na hora.
Duas horas depois, a Policia Militar quando ainda fazia a segurança do local do homicídio, foi acionada para um segundo homicídio também a tiros proximo a um braço do rio acarau, mais conhecido por rio joao de lima, onde um homem também foi assassinado. A vitima da vez, era José Claudio de Maria, de pouco mais de quarenta anos, que também não teve chance de defesa após ser surpreendido por dois homens também numa moto.

Para pessoas próximas as vitimas e as autoridades policiais, é quase consenso que ambos os crimes estejam relacionados com o trafico de drogas no município, mas ainda investiga se os dois casos tem ligação um com o outro.
O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (23) o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, com ações para reduzir a incidência da doença na população. Atualmente, a doença atinge 32,4 pessoas por cem mil habitantes no Brasil. A meta é chegar, até 2035, a menos de dez casos por cem mil habitantes. A medida ratifica o compromisso do país com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e marca o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado anualmente em 24 de março.

O plano define os indicadores utilizados para monitorar as ações feitas por estados e municípios na rede de atenção à saúde. Dividido em três pilares: prevenção e cuidado integrado e centrado no paciente; políticas públicas arrojadas e sistema de apoio; e intensificação de pesquisa e inovação, o objetivo do plano é diagnosticar precocemente a doença e garantir o tratamento contínuo, diminuindo o abandono antes do período recomendado, que é de no mínimo seis meses.

De acordo com a pasta, o controle da doença passará a ser feito com base em indicadores relacionados à detecção, ao diagnóstico, à coinfecção TB-HIV, à conclusão do tratamento e aos casos de tuberculose latente, sensível e drogarresistente.

Campanha

Para sensibilizar a população sobre a doença, o ministério veicula até o dia 30 a campanha Todos Juntos contra a Tuberculose. O alerta mostra a importância de aderir e completar o tratamento contra a doença, que tem duração de pelo menos seis meses. A campanha enfatiza que a responsabilidade do tratamento deve ser compartilhada por paciente, equipe de saúde, família e amigos.

O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. Estão mais vulneráveis à tuberculose indígenas, população privada de liberdade, população em situação de rua - estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o vírus HIV. Segundo o Ministério da Saúde, dentre as pessoas com diagnóstico confirmado de tuberculose, 9,7% apresentaram coinfecção por HIV em 2015.

Em 2016, foram registrados 66,7 mil casos novos e 12,8 mil casos de retratamento de tuberculose no Brasil. No período de 2007 a 2016, o coeficiente de incidência da doença apresentou uma variação média anual de -1,7%, passando de 37,90/100 mil habitantes em 2007 para 32,4/100 mil habitantes em 2016. A redução da incidência nos dez anos foi de 14,1%.

O coeficiente de mortalidade por tuberculose apresentou redução de 15,4%, passando de 2,6/100 mil habitantes em 2006 para 2,2/100 mil habitantes em 2015. O Brasil registrou 4,5 mil óbitos por tuberculose em 2015. Os estados do Rio de Janeiro (5/100 mil habitantes), de Pernambuco (4,5/100 mil habitantes), do Amazonas (3,2/100 mil habitantes) e do Pará (2,6/100 mil habitantes) apresentaram os maiores riscos para morte por tuberculose.

Segundo a OMS, em 2015, a tuberculose foi uma das dez principais causas de morte em todo mundo e pode ter matado mais de 1,8 milhão de pessoas. Seis países foram responsáveis por 60% de todos os novos casos em 2015: Índia, Indonésia, China, Nigéria, Paquistão e África do Sul.

Em 2014, o Ministério da Saúde implantou no país uma rede de diagnóstico da doença, denominada Rede de Teste Rápido para Tuberculose (RTR-TB), que detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, um dos principais medicamentos usado no tratamento. Para este ano, está prevista a distribuição de 70 novos equipamentos, com capacidade para fazer, inicialmente, 250 mil testes.

Os equipamentos serão distribuídos de acordo com critérios técnicos e operacionais para municípios brasileiros. Com a medida, o percentual de diagnóstico da doença com o teste será ampliado para cerca de 75% de cobertura de casos novos.

Fonte: Agencia Brasil
Heloisa Cristaldo – Repórter da Agencia Brasil

Edição: Fábio Massalli
A Campanha #VamosDecidirJuntos, uma iniciativa da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), foi lançada ontem (23), em São Paulo, com o objetivo de promover o diálogo entre os médicos, as pacientes e os seus parceiros para a escolha do método contraceptivo mais indicado de acordo com cada perfil. A federação acredita que o diálogo trará mais segurança e informações claras para a mulher que utiliza métodos contraceptivos, aumentando o nível de eficácia e reduzindo efeitos colaterais.

Estimativas indicam que, no Brasil, 22,1% das mulheres adotam a pílula anticoncepcional como método para prevenir a gravidez, seguindo-se o preservativo masculino (12,9%), injeção contraceptiva (3,5%) e dispositivo intrauterino – DIU (1,5%). Os métodos tradicionais (comportamentais), como a tabelinha e o coito interrompido somam 2,4%.

Segundo o ginecologista e presidente da Febrasgo, César Eduardo Fernandes, a campanha pretende levar a discussão também para o casal e incentivar o diálogo aberto e transparente sobre a contracepção. “Os homens costumam achar que esse é um problema feminino e não é. É uma decisão que deve ser do casal, por isso precisamos conscientizá-lo para que esteja junto”, frisou. Para ele, o médico é importante para dar esclarecimentos quanto à medicação, embora a escolha seja somente da mulher. “A paciente é soberana em sua decisão, o médico é apenas o consultor”.

Fernandes completa que a ideia da campanha também foi motivada pelo desconhecimento que as mulheres têm sobre os métodos anticoncepcionais. “Lamentavelmente, somos obrigados a fazer uma consulta curta e não é possível falar sobre tudo, então a campanha vai alavancar a divulgação [de todos os métodos].”

A campanha conta com um portal (https://www.vamosdecidirjuntos.com.br/) com informações seguras e baseadas em orientações médicas, vídeos com especialistas, textos e artigos sobre o tema. Há ainda um espaço para esclarecimento de dúvidas sobre os métodos contraceptivos. O objetivo é ampliar a discussão sobre a contracepção, os métodos mais indicados em cada perfil e cada momento da vida. A ideia é estimular a mulher a fazer uma reflexão sobre sua vida sexual, seu momento de vida e sua saúde para que leve os questionamentos ao médico.

Durante o lançamento da campanha, o presidente da Febrasgo e a ginecologista e professora do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Ilza Maria Urbano Monteiro, falaram da importância da mulher avaliar as necessidades pessoais e das responsabilidades dos médicos.

“Com essa campanha, a informação está chegando para as mulheres, e é difícil uma pessoa tomar uma informação consciente se ela não tiver informação”, esclareceu a professora. “Muita coisa ainda precisa ser feita, mas precisamos começar a falar desse leque enorme de opções para oferecer informação”, afirmou.

Decisão

Segundo a entidade, a contracepção é uma escolha individual com responsabilidades compartilhadas. Por isso, são necessárias a discussão e a reflexão. De acordo com as mulheres entrevistadas pela Agência Brasil, mesmo com o aconselhamento e apoio, a escolha definitiva é da mulher.

Para a professora Marta Ferreira, a decisão em fazer a laqueadura aos 30 anos foi só dela, embora tenha consultado o médico e o companheiro. “Após três filhas, decidi fazer a laqueadura, pois não queria ter mais filhos, conversei com meu companheiro e ele disse que me apoiava no que eu decidisse. A decisão foi minha”. Já a publicitária Maria Carolina Malta Lahoz Miranda, defende que o médico deve ser sempre consultado, mas o companheiro, não. “Eu exijo o preservativo, do contrário não me toca”, explica.

A documentarista Luísa Ramos concorda que a decisão deve ser da mulher. “Ainda devemos ouvir várias médicas e outras fontes diversas e confiáveis, além de experiências de outras mulheres”. E completa: “a pilula é libertadora para a mulher, mas o uso e prescrição deveriam ser melhor avaliados, inclusive dar a opção de fazer exame para saber a tendência de trombose”.

A maquiadora Amanda Araújo acredita que a indicação de um médico é fundamental. “Cada mulher tem necessidades diferentes e o acompanhamento médico é sempre bom. A opinião do parceiro, por mais que não seja crucial para tomada de decisão da mulher, é bem-vinda, não custa nada perguntar para saber a opinião dele”.

Métodos contraceptivos

Os métodos contraceptivos podem ser divididos em dois principais grupos, os reversíveis e os definitivos:

Reversíveis: hormonais (pílulas, implantes, anel vaginal, adesivo transdérmico, injetável mensal), barreira (preservativos masculino e feminino), comportamentais (tabelinha e coito interrompido), diafragma, dispositivo intrauterino (DIU) e contraceptivo de emergência (pílula do dia seguinte);
Definitivos: esterilização feminina (laqueadura tubária) e esterilização masculina (vasectomia).

A definição do método mais adequado para cada mulher deve considerar o perfil, histórico de saúde, necessidades e preferências individuais.

Fonte: Agencia Brasil
Ludmilla Souza – Repórter da Agencia Brasil

Edição: Kleber Sampaio
A Operação Carne Fraca, deflagrada há uma semana pela Polícia Federal, trouxe à tona o debate em torno da qualidade da carne produzida e comercializada no Brasil. Em meio às denúncias contra frigoríficos e fiscais, embargos comerciais e garantia, por parte do governo, de que a carne brasileira é confiável, a Agência Brasil preparou um material respondendo algumas dúvidas em relação às investigações.

O que está sendo investigado na Operação Carne Fraca?
De acordo com a Polícia Federal, a Operação Carne Fraca tem como objetivo desarticular um esquema de corrupção envolvendo fiscais agropecuários a serviço do Ministério da Agricultura e donos de frigoríficos nos estados do Paraná, de Minas Gerais e Goiás.
A PF afirma que os fiscais investigados na operação recebiam propina das empresas para emitir certificados sanitários sem fiscalização efetiva da carne e que o esquema permitia que produtos com prazo de validade vencido e com composição adulterada chegassem a ser comercializados. De acordo com a operação, eram usados substâncias para “maquiar” a carne vencida.

Quem está sendo investigado na Operação Carne Fraca?
Ao todo, foram expedidos 27 mandados judiciais de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão. Ao todo, 21 frigoríficos são investigados na operação. Além disso, o Ministério da Agricultura afastou 33 fiscais de suas atividades. Veja a lista de empresas investigadas.
No processo, há a informação de que dois funcionários do Ministério da Agricultura são os líderes do esquema. As investigações também apontam que há ramificações, com líderes próprios, nas cidades de Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR) e Goiânia. Três frigoríficos tiveram a comercialização de produtos suspensa: a unidade de Mineiros (GO) da BRF, e as unidades de Jaraguá do Sul (SC) e Curitiba (PR) da Peccin Agro Industrial.

Como começaram as investigações?
As investigações se iniciaram após denúncia do fiscal agropecuário Daniel Gouvêa Teixeira no ano de 2015. À época, ele denunciou que funcionários estavam sendo removidos de funções para atender a interesses de empresários. Ele diz que tomou conhecimento da existência de um esquema de corrupção que envolvia fiscais e a chefia da superintendência do Ministério da Agricultura no Paraná.
Com base na denúncia, foi autorizada a interceptação telefônica e a quebra de sigilo fiscal e bancário dos suspeitos, que, junto com depoimentos, balizaram a operação.

Quais foram as consequências da operação?
Além das prisões, conduções coercitivas e apreensões da Polícia Federal, a Operação Carne Fraca deixou os consumidores brasileiros mais cautelosos. No mercado exterior, a operação resultou na suspensão de exportação de carne brasileira para 14 países e a União Europeia.
O governo tem se esforçado para recuperar a credibilidade da carne brasileira. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, foi até o Senado dar explicações sobre a fiscalização. Ele também participou de procedimentos de fiscalização em um frigorífico no Paraná e em um supermercado em Brasília. Além disso, o governo tem conversado com autoridades de outros países para reverter as restrições à carne. O presidente Michel Temer chegou a declarar que a carne brasileira é a "melhor do mundo".
O Ministério também anunciou o afastamento dos servidores citados na operação e a exoneração de pessoas que tinham cargos comissionados.

O que as empresas falam a respeito do assunto?
A BRF e a JBS tentaram minimizar o impacto causado pelas denúncias. Por meio de campanhas publicitárias, procuraram rebater dados apresentados na Carne Fraca. A JBS alega que não há menção a irregularidades sanitárias cometidas pela empresa e que nenhuma fábrica foi interditada. Também apontou que nenhum executivo foi citado na operação.
A BRF negou denúncias de que vendia carne inadequada ao consumo e atribuiu a acusação de uso de papelão na carne moída a uma interpretação errada da Polícia Federal nas investigações. Ainda disse que a fábrica de Mineiros foi interditada como medida preventiva pelo Ministério da Agricultura, mas que deve voltar ao funcionamento em breve. A BRF disse que vai colaborar com as investigações para evitar práticas de corrupção na empresa.
O frigorífico Argus, que teve um funcionário acusado de acessar o sistema de fiscalização do Ministério da Agricultura, negou as acusações por meio da página do Facebook. A JJZ Beef, de Goiânia, afirma que em 353 páginas de inquérito foi citada apenas em um parágrafo e disse confiar que não tem irregularidades.
O Frigorífico Rainha da Paz também afirmou que não tem irregularidades e disse que vai colaborar com as investigações. As outras empresas citadas não se pronunciaram a respeito da Operação Carne Fraca em sites oficiais ou redes sociais.

Quais são os próximos rumos das investigações?
Depois de receber críticas sobre a forma de divulgação das primeiras informações, a Polícia Federal, no dia 21 de março, afirmou que as irregularidades identificadas na operação são pontuais e que “não representam um mau funcionamento generalizado do sistema de integridade sanitária brasileiro”.
Também no dia 21, a prisão temporária de 11 acusados na operação teve prazo encerrado e três tiveram o prazo prorrogado. As decisões judiciais relacionadas ao caso podem ser acessadas neste link. Ainda não há previsão de uma nova força-tarefa da Polícia Federal na operação nem liberação de funcionamento dos frigoríficos suspensos.

Como a lei prevê que seja feita a fiscalização?
A lei que rege a fiscalização de produtos de origem animal prevê a obrigatoriedade de uma certificação do SIF (Serviço de Inspeção Federal) para que produtos sejam comercializados em todo o país e realizar exportações. Para obter o SIF, a empresa precisa cumprir uma série de requisitos técnicos e de higiene em suas unidades. De acordo com a lei, o produto tem que ser vistoriado em todas as etapas de produção e servidores ficam alocados em frigoríficos para acompanhar o abate e outras etapas de produção.
Além do SIF – emitido pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, órgão que pertence ao Ministério da Agricultura –, há o Serviço de Inspeção Estadual (SIE), necessário para comercialização dentro dos estados, e o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), para a comercialização em municípios. Mais detalhes podem ser vistos aqui.


Fonte: Agencia Brasil
Edgard Matsuki – Repórter da Agencia Brasil
Edição: Talita Cavalcante
No Dia Internacional da Mulher - 8 de março - as deputadas cearenses destacam os desafios enfrentados pela mulher na sociedade contemporânea. Independente das conquistas obtidas, seja na garantia de direitos ou na inserção em espaços antes ocupados quase exclusivamente pelos homens, as parlamentares acreditam que ainda há muito o que ser conquistado.

A deputada Bethrose (PMB) aponta a inserção da mulher no mundo político como um dos grandes desafios na atualidade. “Precisamos garantir cada vez mais mulheres na vida pública. É preciso incentivar a sua participação nas disputas políticas e uma representação no Parlamento e no Executivo cada vez maior do público feminino, até como forma de pautarmos questões hoje fundamentais para a sociedade, como políticas públicas para crianças e adolescentes,  idosos e para as próprias mulheres, colaborando assim na construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, enfatiza.

Para ela, a mulher tem um olhar mais sensível para questões relacionadas à qualidade de vida de crianças, adolescentes e idosos. “Os homens que me desculpem, mas temos sensibilidade maior para debater questões relacionadas a esses segmentos portadores de direitos, mas que ainda são tão carentes de políticas públicas que garantam a realização desses direitos”, ressalta.

Já a deputada Fernanda Pessoa (PR) aponta “o empoderamento no mercado de trabalho” como um dos principais desafios da mulher moderna. “Um dos objetivos determinados pela ONU Mulheres é a inserção da mulher no mercado. Estaremos inclusive nos mobilizando através de encontros, debates e na aplicação efetiva de políticas públicas para esse objetivo”, afirma.

Segundo a parlamentar, outro problema ainda enfrentado pelo segmento feminino é a violência de gênero. “Os mecanismos de proteção à mulher são importantes e contribuem na garantia do respeito e da cidadania, mas estão longe de serem perfeitos. A Lei Maria da Penha encoraja as mulheres a denunciarem a agressão, por exemplo, mas ainda vivemos em uma sociedade machista, que impede o crescimento pleno das mulheres no trabalho”, diz.

Tanto a parlamentar como a deputada Dra. Silvana (PMDB) criticam a reforma da previdência em tramitação na Câmara Federal, por igualar o tempo de aposentadoria dos homens e mulheres. “É grave. Querem acabar com anos de conquistas trabalhistas das mulheres. Nós, mulheres, temos funções redobradas, triplicadas. Não é justo que precisemos nos aposentar tardiamente”, argumenta.

Para a deputada Dra. Silvana, homens e mulheres são diferentes biologicamente, portanto a mulher deve ser tratada como um vaso mais frágil. “É um absurdo querer igualar o tempo de aposentadoria do homem e da mulher, por exemplo. A mulher tem muitos afazeres em casa, com os filhos. As exigências femininas no seio familiar são maiores. Não existe essa igualdade de gênero. A mulher precisa ser resguardada”, observa.

Dra. Silvana também enfatiza a importância da participação da mulher na política. “A mulher precisa desbravar, lutar e querer ocupar os lugares na sociedade, não através de cotas, mas com a força de vontade de fazer a diferença”, observou. Ela lamenta ainda a violência contra a mulher. “Os mecanismos para evitar a violência ajudam, como a Lei Maria da Penha,  mas não são suficientes. Precisamos educar desde pequenos a sociedade, mostrar o valor da família e ensinar a importância da moral, dos valores e respeito pelo outro”, assinala.

Fonte: Site da Assembleia Legislativa

GM/CG
O governador Camilo Santana lançou, na manhã desta segunda-feira (6), no Centro de Eventos, o Programa de Ensino Médio Integral do Ceará. A ação, que começou como projeto piloto em 26 escolas no ano passado, está sendo ampliada para 45 novas unidades. Ao todo, são 71 escolas de ensino regular com a jornada prolongada, somadas às Escolas de Ensino Profissional, o Estado passa a ter mais de 26% das escolas funcionando em tempo integral.  Já são 63,5 mil alunos beneficiados com essa modalidade.


Em pronunciamento durante a solenidade de lançamento, Camilo Santana reforçou que a meta do Governo do Ceará é seguir o planejamento para que, a médio e longo prazo, todas as escolas do Ensino Médio do Ceará sejam de tempo integral. "Eu tenho um sonho de que, um dia, todas as escolas de Ensino Médio do Ceará sejam de tempo integral. Mesmo diante de todas as dificuldades, do cenário econômico, do cenário político, do cenário de seca, nós temos a compreensão de que o grande caminho para se construir um Estado melhor, com sociedade mais justa e de mais oportunidades, é através da Educação", afirmou o chefe do Executivo.

Ao todo, 31 municípios cearenses contam com escolas de ensino regular em tempo integral, beneficiando cerca de 15,5 mil alunos. As 45 novas unidades estão localizadas entre os 20 municípios mais populosos - dentro de áreas consideradas mais vulneráveis. Para o programa capitaneado pela Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) serão investidos mais R$ 108,8 milhões - 20% do governo federal e 80% do governo estadual. Os recursos serão usados na adequação estrutural de cada escola que se tornará de Tempo Integral: ampliação, adaptação e aquisição de novos equipamentos, contas públicas, alimentação escolar, custos com salários e contratações de novos profissionais em todo o Estado.


Ensino Médio Integral no Ceará

O projeto-piloto para implantação do tempo integral no Estado começou em 2016, quando 26 escolas estaduais de ensino regular receberam o modelo. Com o avançar do programa em 2017, 187 das 712 escolas estaduais atenderão à jornada prolongada - 116 destas são Escolas Estaduais de Educação Profissional (EEEPs), que ofertam cursos técnicos integrados ao Ensino Médio. A expansão  da ação se dará gradualmente até 2018.

Acompanhado pelo governador durante o evento, o secretário da Educação, Idilvan Alencar, celebrou a representatividade da implantação do programa para transformar a realidade educacional no Ceará e também no Brasil. "Hoje é um dia histórico para a educação cearense. Nós apostamos no tempo integral, que na Europa é obrigatório para todos os alunos. Aqui no Brasil temos exemplos bons, como o de Pernambuco. Posso dizer que fomos ousados. Queremos que essa proposta sirva de exemplo para o Brasil", ressaltou.

Também estiveram presentes no evento a vice-governadora Izolda Cela, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, deputados federais, deputados estaduais, além de estudantes das escolas, professores e gestores escolares da rede estadual de ensino.

Defensor do modelo de escola em Fortaleza, Roberto Cláudio elogiou a iniciativa do Governo do Ceará de ampliar ao máximo o ensino em tempo integral. "Quando me vem à cabeça escola em tempo integral, para mim é o sinônimo de oportunidade. É a melhor síntese. O governador Camilo Santana está dando oportunidades para milhares de jovens. As escolas darão a eles oportunidades de expressar os seus talentos, seja pela poesia, pela dança, pelo canto, pelo desenho, pela matemática. Vai dá-los autoestima e confiança de que há um caminho, independente da realidade social", disse o prefeito da Capital.

Ex-secretária da Educação, a vice-governadora Izolda Cela enfatizou a responsabilidade que terão todos os educadores da rede estadual de ensino para que a política continue a conseguir novos sucessos. "Eu vejo que os jovens têm a energia, eles têm a criatividade, têm a coisa preciosa das juventudes que esse tempo da vida oferece. Mas perto deles tem olhos brilhando do educador, de gente que se compromete e vibra com os estudantes a cada conquista. E é desses que a gente sabe que é preciso contar com todo o apoio, junto ao secretário e à equipe da Secretaria da Educação".

Compartilhando conhecimentos
No Centro de Eventos, o lançamento do Programa de Ensino Médio Integral do Ceará reuniu estudantes que representaram todas as escolas que contam com o modelo de jornada prolongada no Estado. Em estandes distribuídos pelo salão do local, vários alunos aproveitaram a oportunidade para mostrar aos presentes atividades diversas, amadurecidas e executadas durante o período em tempo integral nas suas escolas. Experimentos científicos, música, grafite, mecânica, dentre outras ações foram apresentadas ao governador Camilo Santana por estudantes do Ensino Médio.

Aluno da Escola Dr. João Almir de Freitas Brandão, em São Benedito, o estudante do 2º ano Fábio de Lima teve no ensino em tempo integral a oportunidade de reforçar amizades e aprender sobre assuntos para além das matérias da sala de aula. Junto a colegas de colégio, ele foi ao evento desta segunda-feira expor o projeto "Revivendo Jogos Populares", fruto da pesquisa dos estudantes sobre jogos lúdicos presentes no imaginário do povo cearense: pula corda, peão, bila, pipa, amarelinha, escravo de jó e tantos outros. "Nesse mundo de hoje, com tanta violência, passar um tempo maior no colégio faz com que você construa laços de família. Aprendemos a conviver e compartilhar melhor aprendizados. O ambiente assim faz a gente se sentir mais preparado para ter um futuro melhor, profissional e também social", contou.

A cratense Lívia Macedo, de 15 anos, dividiu com amigas da Escola Raimundo Coelho Bezerra de Farias uma apresentação sobre reciclagem. Segundo a estudante do 1º ano, que pretende cursar Psicologia, a mudança da escola para o modelo de tempo integral trouxe um ritmo mais intenso de aprendizados e também despertou o interesse dos jovens para desenvolver aptidões. "O ensino integral propõe mais tempo para o aluno estudar e também aprender outras coisas, como as disciplinas eletivas. Coisas que o ensino normal não propõe, pois não tem muito tempo. A gente convive mais com professores e essa convivência nos faz aprender mais", relatou com ânimo.

Tempo na escola
O ensino integral começa a partir da 1ª série do Ensino Médio e sua expansão ocorre gradualmente para as séries seguintes. Os estudantes das 2ª e 3ª séries que já frequentavam as instituições recém-modificadas tiveram a matrícula renovada automaticamente. Cada escola oferta uma jornada de nove horas, garantindo três refeições diárias. O currículo é composto por 30 horas semanais de disciplinas da base comum a todos e 15 horas na parte flexível, sendo que 10 são escolhidas pelos alunos. 

Diretora da Escola Estado do Amazonas, localizada no Bairro Panamericano, Doroteia Emília Ribeiro testemunha que a ação nas escolas públicas do Estado tem grande importância para o desenvolvimento de habilidades sócio-emocionais para a juventude. "Estamos animados com essa nova proposta do Governo do Estado. Virão muitos benefícios para os jovens, no sentido de que os educadores terão a oportunidade de apresentar planejamentos mais complexos e eficientes. Essa estrutura aponta para mais resultados positivos na Educação, com alunos mais empenhados e preparados para garantir entrada no Ensino Superior", disse.

Fonte: Site do Governo do Estado do Ceará


André Victor Rodrigues

Repórter / Célula de reportagem
Foto: Marcos Studart / Governo do Ceará
Considerado o primeiro mês da chamada quadra invernosa cearense, fevereiro terminou com chuvas acima da média histórica. O total de precipitações somou 157,5 milímetros (mm), quando a média para o mês é 118 mm.

Além disso, esse foi o fevereiro mais chuvoso dos últimos cinco anos – perdendo somente para 2011, quando choveu 169,6 mm. Em relação a 2016, o quinto ano seguido de seca no Ceará, a chuva de fevereiro de 2017 foi quase três vezes maior que a do mesmo mês do ano passado, quando choveu apenas 53,2 mm.

Apesar de os dados, a princípio, trazerem certo ânimo, o meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) Raul Fritz explica que o prognóstico para a quadra – formada pelos meses de fevereiro, março, abril e maio – está mantido. A informação mais recente, divulgada no último dia 20, indica maior probabilidade (43%) de chuvas dentro da média histórica no Ceará.

“Temos como uma segunda probabilidade razoável as chuvas ficarem abaixo da média. Ainda corremos risco em relação à quantidade de chuva de que necessitamos para sairmos totalmente da condição de seca. Este ano está mais favorável que o ano passado, mas os sinais não são muito claros de que iremos ter chuvas abundantes”, acrescenta.

Açudes comprometidos
Os cinco anos seguidos de seca no Ceará afetaram gravemente os reservatórios de água. Atualmente, os 153 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) têm apenas 6,53% da capacidade total.

As chuvas de fevereiro foram responsáveis por um aporte de 125 milhões de metros cúbicos (m³) em 111 reservatórios. Desses, quatro deixaram de estar secos, um saiu do volume morto e outro já está transbordando. Mesmo assim, ainda há 32 açudes secos e 51 no volume morto.

A Zona de Convergência Intertropical é o sistema meteorológico responsável pela maior parte da chuva na quadra invernosa. Segundo Fritz, ele depende da interação entre os ventos e da temperatura da superfície do mar. Atualmente, essas condições ainda não são ideais para proporcionar um ano chuvoso.

“Os sinais gerais meteorológicos e oceânicos não são indicativos de chuvas acima da média, que seria o necessário para ter uma boa recarga hídrica nos principais reservatórios”, explica o meteorologista. Os três maiores açudes do Ceará são o Castanhão, maior açude público do Brasil, com capacidade de 6,7 bilhões de m³; o Orós (1,9 bilhão de m³) e Banabuiú (1,6 bilhão de m³). Os três estão com menos de 20% da capacidade.

Fonte: Agencia Brasil

Edwirges Nogueira – Correspondente
O Ministério da Saúde anunciou hoje (3) a ampliação do público-alvo para seis doses que integram o Calendário Nacional de Vacinação - tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A.

As mudanças, segundo a pasta, têm como objetivo aumentar a proteção de crianças, garantindo elevada cobertura vacinal, além de ampliar a imunidade de adolescentes e diminuir a circulação de doenças na população.

"Não adianta a vacina estar disponível no posto de saúde. É necessário que pelo menos 95% das crianças do município recebam a dose", destacou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues.

Entre os adultos, a meta é manter a eliminação do sarampo e da rubéola e diminuir o número de casos de caxumba e coqueluche.

Confira como fica a aplicação das seis vacinas após as alterações:

- Hepatite A: passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos. Antes, a idade máxima era 2 anos. A vacina, segundo o ministério, é considerada altamente eficaz, com taxas de soroconversão de 94% a 100%.

- tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela): este ano, para crianças, há ampliação da oferta da dose, que passa a ser administrada de 15 meses até 4 anos. Antes, a aplicação era feita entre 15 meses e menores de 2 anos. A recomendação é uma primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses e uma segunda dose a tetra viral aos 15 meses.

- HPV: a partir de 2017, será ofertada também para meninos. Desde 2014, a dose é oferecida a meninas de 9 a 13 anos. No próximo ano, público alvo vai incluir ainda meninas de 14 anos. Este ano, além dos meninos, a vacina será oferecida a homens que vivem com HIV e aids entre 9 e 26 anos e para imunodeprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos.

- meningocócica C: passa a ser disponibilizada para adolescentes de 12 e 13 anos. A faixa etária será ampliada gradativamente até 2020, quando serão incluídos crianças e adolescentes de 9 a 13 anos. O esquema vacinal será de um reforço ou uma dose única, conforme situação vacinal.

- dTpa adulto (difteria, tétano e coqueluche): passa a ser recomendada para as gestantes a partir da 20ª semana. As mulheres que perderam a oportunidade de se vacinar durante a gravidez devem receber a dose durante o puerpério (até 40 dias após o parto). A medida busca garantir que os bebês já nasçam protegidos contra a coqueluche por conta de anticorpos transferidos pela mãe ao feto frente a gestação.

- tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): este ano, será introduzida a segunda dose da vacina para a população de 20 a 29 anos. Anteriormente, a segunda dose era aplicada apenas em pessoas com até 19 anos. A mudança leva em consideração surtos de caxumba registrados nos últimos anos no país, sobretudo entre adolescentes e adultos jovens. As duas doses passam a ser indicadas para pessoas de 12 meses a 29 anos. Para adultos de 30 a 49 anos, permanece a indicação de apenas uma dose.
Calendário

Atualmente, são ofertadas gratuitamente via Sistema Único de Saúde (SUS) 19 vacinas recomendaras pela Organização Mundial da Saúde. Por ano, são disponibilizadas na rede pública cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos que combatem mais de 20 doenças.

De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a previsão de investimentos na área, em 2017, é da ordem de R$ 3,9 bilhões. "Com este calendário ampliado, além de incluir novas doses, estamos permitindo que elas sejam tomadas em um período maior. O objetivo é que um maior percentual da população esteja imunizada", disse.

Segundo ele, as alterações só foram possíveis em razão de uma economia de R$ 66,5 milhões obtida a partir da negociação de três vacinas: hepatite B, HPV e dTpa. Barros disse ainda que a eficiência de gestão também garantiu a compra de 11,5 milhões de doses extras da vacina contra a febre amarela.

Fonte: Agencia Brasil

Paula Laboissière - Repórter
Professores da rede pública e privada de todo o país serão incluídos como público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe neste ano. Segundo o ministro da saúde, Ricardo Barros, as doses estarão disponíveis para a população a partir de 17 de abril. Alguns estados devem receber o quantitativo mais cedo – sobretudo os da Região Sul, em razão das baixas temperaturas registradas no período – e poderão antecipar o início da imunização.

Além dos professores, também devem ser imunizados crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos, idosos, gestantes, puérperas (mulheres até 40 dias após o parto), trabalhadores da saúde e pessoas com algum tipo de comorbidade.

“[Vale tanto para] professores da rede pública e privada. Não haverá diferenciação. Basta comprovar que é professor e ele terá acesso à vacinação”, explicou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues. “Nossa expectativa é vacinar 54 milhões de brasileiros – quase 3 milhões a mais do que o previsto no ano passado”, completou.

De acordo com o ministro da saúde, Ricardo Barros, a vacina contra a gripe estará disponível para toda a população a partir de 17 de abril. Alguns estados, entretanto, vão receber as doses mais cedo – sobretudo os da Região Sul, em razão das baixas temperaturas registradas no período – e poderão antecipar o início da imunização.

Fonte: Agencia Brasil
Paula Laboissière - Repórter
Não serão consideradas cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, desde que previstas na Constituição.


Tramita na Câmara o Proposta de Emenda à Constituição 304/17, do senador Otto Alencar (PSD-BA), que permite a realização das vaquejadas. A proposta descaracteriza a prática de crueldade associada ao esporte.


De acordo com a PEC, não serão consideradas cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais previstas na Constituição e registradas como integrantes do patrimônio cultural brasileiro. A condição para isso é que sejam regulamentadas em lei específica que garanta o bem-estar dos animais.

O texto foi apresentado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a prática, em outubro de 2016. No julgamento da ação que proibiu a prática no STF, o relator, ministro Marco Aurélio, considerou haver “crueldade intrínseca” contra os animais. A Constituição veda práticas que submetam animais a crueldade.

Segundo Alencar, a proposta encerra a controvérsia que cerca a questão. “Práticas culturais de natureza imaterial que integram o patrimônio cultural brasileiro e comprovadamente não submetam os animais à crueldade possam se realizar sem óbice”;

Tramitação

A proposta será analisada em comissão especial, que já foi criada. Depois será votada em dois turnos no Plenário.



Fonte: Portal Ceara Agora